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PAI NOSSO EM ARAMAICO
Pai
Nosso em Aramaico É desta oração que derivou a versão atual do "Pai-Nosso". Ela está escrita em aramaico, numa pedra branca
de mármore, em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus. O aramaico é um idioma originário
da Alta Mesopotâmia, ( séc VI ac), e era a língua usual do povo, enquanto o hebraico era mais utilizado em ritos religiosos.
Jesus sempre falava ao povo em aramaico.
A tradução direta do aramaico para o português, (sem a interferência da Igreja),
nos mostra como esta oração é bela, profunda e verdadeira, condizente com o Mestre Jesus.
Texto do PAI NOSSO em Aramaico
Transliterado
"Abvum d'bashmaia Netcádash shimóch Tetê malcutách Una Nehuê tcevianách aicana d'bashimáia
af b'arha Hôvlan lácma d'suncanán Iaomána Uashbocan háubein uahtehin Aicána dáf quinan shbuocán L'haiabéin
Uêla tahlan l'nesiúna. Êla patssan min bíxa Metúl dilahie malcutá Uaháila Uateshbúcta láhlám. ALMÍN.
" PAI NOSSO, a partir do Aramaico (tradução)
"Palme, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador
do Cosmos !
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos
a seguir nosso caminho Respirando apenas o sentimento que emana de Você.
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com
o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo sejam um
só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos
sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade
e a aparência das coisas do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.
Não nos deixe
sermos tomados pelo esquecimento de que Você é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que
a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
AMÉM.
ORAÇÃO DE NOSSA SENHORA DE GOUNOD
“Você, que veio das estrelas e deu o grande mergulho no mundo da matéria.
Você, que veio das estrelas
e,com o sacrifício de sua própria origem cósmica, se abrigou num invólucro de carne.
Você, que veio das estrelas,e
abandonou a realidade universal para habitar o mundo de ilusões.
Você, que veio das estrelas,e que agora se sente
estranhamente só.
Esqueça-se de tudo e entregue-se aos apelos de sua voz interior.
Ouça o que ela tem para
lhe dizer,que nada mais é tão importante,nem mesmo os compromissos com que o mundo tenta distrair sua visão cósmica.
Descobrirá
que, na verdade, não está só,que são muitos os seus irmãos das estrelas,que para cá também vieram para estender as mãos e
amparar com ombros fortes os passos da humanidade nesta difícil época de transição.
Será fácil reconhecê-los,palavras
não serão necessárias, e nem mesmo será preciso saber seus verdadeiros nomes. Saberá encontrá-los pela afinidade de
suas energias, pelo chamado de seus corações e pela profunda identificação com seus sentimentos.
Você, que veio das
estrelas,sinta agora no canto mais íntimo de sua alma,que chegou o momento de encontrar, na Terra, a sua família universal,que
chegou o momento do reconhecimento,que chegou o momento da reunião de todas as forças para a realização da missão única de
que todos se incumbiram,antes de aqui chegarem.
Abra seu coração,acorde sua consciência adormecida,apalpe seu ser
interior,deixe que ele fale, acima de tudo,acima do mundo,acima de todos os conceitos que não lhe permitem existir em toda
a sua potencialidade cósmica.
Você, que veio das estrelas,que é todo luz e é todo força, libere-se,que chegou o tempo
de abrir as portas para uma nova era.
Você, que veio das estrelas, eterno viajante do espaço, compartilhando agora
com tantos outros irmãos uma experiência tridimensional e difícil,não se deixe mais perder em momentos inúteis que lhe trazem
apenas solidão, não se deixe mais seduzir pelas falsas luzes do asfalto, assuma sua personalidade cósmica, estenda seus braços
e, num único abraço, envolva sua grande família, sua imensa família universal e todos juntos,com plena consciência da unidade
de sua origem,cada qual com a sua parcela de colaboração, cumprirão com alegria e coragem o maravilhoso trabalho de conscientização
da humanidade neste tempo que vivemos..!!!"
(desconheço o autor)
AMADA E PODEROSA PRESENÇA DO "EU SOU"
"Amada e Poderosa Presença do EU SOU, Pai de toda a Vida - intercede por mim hoje:
Preenche a minha forma.
Libera
a Luz necessária para que eu faça a Tua Vontade.
Faz com que todas as decisões que eu tomar estejam de acordo com
a Tua Santa Vontade.
Faz com que as minhas energias sejam usadas para magnificar o Senhor em todos os que encontrar.
Faz com que a tua Santa Sabedoria que me é transmitida seja usada de forma construtiva para a expansão do Reino de
Deus.
E acima de tudo, amado Pai Celeste, entrego-Te o meu espírito e peço que conforme a tua Chama se torne uma com
a minha chama, a união destas duas Chamas pulse para produzir no meu mundo a vigilância e sintonia permanentes, que preciso
ter com a Tua Santa Presença, Com o Espírito Santo e com a Mãe do Mundo." (Decreto - Summit University Express - copiado
do livro de Isabel Lopes: Na Presença dos Arcanjos, Sete Dias da Semana com os Sete Mensageiros de Deus. É possível trazer
o "Céu " à Terra!)
“A alma fica eternamente ligada a tudo o que criou com a própria mente e, à proporção que o tempo
passa, surgem as oportunidades de atrair e reajustar suas próprias obras. Por isso, à proporção que o ser recebe a oportunidade
de realizar algo, ao invés de considerar esse facto um obstáculo ao progresso, deve admitir, feliz, que chegou o momento de
utilizar a divina alquimia do amor, substituindo por actos acertados os erros do passado”. (Ramatis)
“O encontro cósmico
é a união de duas divindades. É a união de duas almas, num amor tão forte, que pode abolir qualquer separação” (Gibran
Khalil Gibran).
“A minha vida é um
Todo indivisível e todos os meus actos convergem uns nos outros; e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com
a humanidade” (Mahatma Gandhi).
FISIONOMIA ÍNTIMA DO CRISTÃO
Quem muda interiormente,
Muda também, por fora.
Comparai o perfil dum pagão,
Numa clássica estátua,
Com o dum católico
Pintado num retábulo medieval.
O do pagão é esculpido
O do cristão, pintado
A pintura é do Cristianismo,
Como a escultura do Paganismo.
A pintura é radiação colorida
Da escultura;
É mais um sentimento
Que uma forma.
A estátua surge, à luz do sol
E o retábulo, na penumbra.
E comparai estes perfis
Com o deste homem actual,
Vestido de ganga azul,
Torturado por uma ideia fixa terrível.
Não se trata duma obra de arte.
Depois do Campo Elíseo pagão
E do Inferno cristão,
Aparece-nos um outro inferno,
A fábrica,
Mas feita de ferro e cimento.
Eis todo o ciclo da Humanidade,
Desde Homero ao Senhor Ford
- uma ascensão esplenderosa,
Electricamente falando.
(O Grito Que Deus Ouve – Teixeira
de Pascoaes)
O AMOR QUE LIBERTA
“Amarás o Senhor teu
Deus de todo o coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante
a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei dos profetas” (Mateus, 22:37-39)
Sou ovelha desgarrada. Vem,
meu Pastor, achar-me.
Sou filho retornando ao Lar.
Concede-me a graça de receber-me, meu Pai.
Sou frágil criança perdida
na multidão. Vem, Mãe Divina, apanhar-me.
Sou vazio. Vem, Plenitude,
preencher-me.
Sou pobre. Vem, Riqueza Pura,
enriquecer-me.
Sou peregrino buscando o
perdido rumo, na treva e na distância. Vem luz, dar-me a direção.
Andando estou há muitos milénios,
trazendo em mim a ânsia por chegar. Mas as forças já não são tantas … Vem, Alento, reeguer-me.
Pai, Mãe, Amor, Alento e
Luz sinto Tua ausência. Teu silêncio dói.
Tua distância angustia.
Concede-me Tua graça.
Desvela-te.
Faze-te canção a meus ouvidos
vazios.
Amor Divino, nutre meu coração
necessitado.
Paz Infinita, afasta meus
conflitos.
Sabedoria Absoluta ilumina-me.
Água viva, dessedenta-me.
Porta, abre-te.
Dolorida ausência, faze-te
Presença.
Deus, liberta-me. Salva-me.
Deus ensina-me a verdadeira
devoção.
Mostra-te a mim em tudo.
Aparece-me como o Todo.
Corrige meu humano amor ainda
mesquinho, ainda apegado, ainda limitado, ainda míope.
Pai, Mãe, Amor … perdoa
meu imperfeito amar.
Torna-me um bem-aventurado
devoto.
(Prece do Bhakta –
Yoga Caminho para Deus – Prof. Hermógenes)
CREIO
E PEÇO PERDÃO
Creio em mim mesmo;
Creio nos que trabalham comigo;
Creio nos meus amigos; Creio
na minha família;
Creio que Deus me emprestará
tudo o que necessito para triunfar, contando que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos;
Creio nas orações e nunca
fecharei os meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com
os que acreditam como eu acredito;
Creio que o triunfo é resultado
de esforço inteligente, que não depende de sorte, de magia, de amigos, companheiros duvidosos ou do meu chefe;
Creio que tirarei da vida
exactamente o que nela colocar.
E, assim sendo, serei cauteloso
quando tratar dos outros, como quero que eles sejam comigo.
Não caluniarei aqueles que
não gosto;
Não diminuirei o meu trabalho
por ver que os outros o fazem;
Prestarei o melhor serviço
de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente
e eficaz.
Finalmente, perdoarei os
que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão.
Mahatama Gandhi
APRENDI
Aprendi
que se aprende errando Que crescer não significa fazer aniversário.
Que o silêncio é a melhor resposta, quando
se ouve uma bobagem.
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro. Que amigos a gente conquista mostrando o
que somos. Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim. Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida. Que amar significa se dar por inteiro Que um só dia pode ser mais
importante que muitos anos. Que se pode conversar com estrelas Que se pode confessar com a Lua Que se pode viajar
além do infinito Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde. Que dar um carinho também faz... Que sonhar
é preciso Que se deve ser criança a vida toda Que nosso ser é livre Que Deus não proíbe nada em nome do amor.
Que o julgamento alheio não é importante Que o que realmente importa é a Paz interior.
"Não podemos viver
apenas para nós mesmos. Mil fibras nos conectam com outras pessoas;
e por essas fibras nossas ações vão como causas
e voltam pra nós como efeitos."
(Herman
Melville)
AS VIRTUDES DO RABI JESUS
O Mestre Jesus era:
Bom, misericordioso; sensível,
coerente; severo e exigente; aberto ao diálogo; inteligente e arguto; não impunha ideias; dava liberdade de escolha; não tinha
preconceitos; gostava de
crianças; gostava dos pobres; gostava dos enfermos; respeitava as leis justas; desafiava as leis injustas; optava primeiro
pelo homem e depois pela Lei; passava horas a rezar; era bom observador; era
simples; era pobre; não tinha ambições de poder; não Se deixava manipular; não Se deixava enganar; era puro; era corajoso;
era honesto; sabia admirar os outros; sabia elogiar; sabia corrigir; não tinha vergonha dos Seus sentimentos; gostava do Seu
povo; sentia-Se bem sendo Judeu; não fazia escolha de pessoas; dava-Se bem com estrangeiros; aceitava autoridades justas,
não admitia injustiças; sabia ceder quando preciso; era bom educador, sabia perguntar; reagia em defesa de Deus e da Fé; não
reagia em defesa de Si mesmo; perdoava; sabia brincar e ser irónico; ofereceu a Sua vida pelos outros; jamais mentiu; jamais
enganou os Seus discípulos; não fez promessas enganosas a ninguém; morreu sem ódio e rezando pelos seus torturadores.
Investiga e verifica se é
ou não isto, o que disseram a Seu respeito!
Era tão seguro das Suas virtudes
que desafiou os adversários a que provassem que cometera pecado (Jo 8,46).
Falava com a segurança de
quem viera ensinar virtudes ao mundo (Jo 18,37).
Mostrou-Se como modelo de
mansidão e humildade de coração (Mt 11,29).
Depois disto, que conclusão
tirar? Era um desequilibrado vaidoso que Se julgava perfeito, ou era um humilde e honesto homem de Deus que dizia a verdade
pura e simples e deixava que os outros a aceitassem e verificassem?
(O Incómodo e Magnífico Jesus
de Nazaré – Pe. Zezinho, scj)
O QUE DIZIA JESUS DE SI MESMO
A pregação de Jesus eras
de uma lógica impecável, de enorme comunicabilidade e de autoridade incontestável. Além disso, Jesus tinha poesia, ternura
e firmeza no falar. Uma leitura atenta de Suas parábolas, do modo como tratava os amigos e pessoas como Marta, Maria e Lázaro,
a mulher samaritana, a mulher surpreendida em adultério, o cego de nascença, mostrará a quem leia as passagens adequadas da
Bíblia, a ternura com que Jesus tratava as pessoas humildes e os amigos. Com estes sabia ser severo, como sucedeu nalguns
casos que envolveram todos os discípulos ou Pedro em especial. Exigia lógica e coerência da parte deles. E com os adversários
era de uma abertura tal que os confundia. Um dos seus métodos preferidos era
envolver o adversário nas suas próprias palavras. Muitas vezes interrogado, respondia, também Ele, com uma pergunta. E na
resposta do adversário centrava a Sua.
Se estás curioso, leitor,
confere os textos que te indicamos em seguida:
Mc 3,22-27 Lc 20,20-26
Lc
12,13-15
Mc 4,40
Lc 20,27-38
Mt 9,4-7
Mc 8,16-21
Lc 22,35-38
Mt 9,14-18
A reacção que provocava nos
adversários era de raiva ou de frustração. Uma vez por outra, admitiam que Jesus tinha mais autoridade do que eles. E até
mesmo os soldados encarregados, em determinada ocasião, de O prenderem, voltaram sem Ele. Interrogados sobre o porquê de não
haverem prendido Jesus, a resposta veio seca, mas atraiu admiração: “Nunca ninguém falou como este Homem …”
É fácil imaginar a reacção de raiva e impotência das autoridades. Até os homens da lei se deixavam fascinar pelo jovem pregador…
Mas o que havia de tão extraordinário
n’Ele? O que dizia de Si mesmo para que se construísse em torno d’Ele toda uma aura de profecia e santidade? É
difícil resumir o Seu pensamento, mas entre outras coisas o povo ouvia:
Que Ele era o bom pastor
que dá a vida pelas suas ovelhas,
Que Ele era a ressurreição
e a vida,
Que quem o seguisse não andaria
em trevas,
Que Ele fora enviado por
Deus e que Deus era seu Pai,
Que Deus dava testemunho
d’Ele, pois Ele era ao Filho,
Que as suas obras falavam
por si mesmas e testemunhavam por Ele,
Que o Pai Lhe confiava o
julgamento das pessoas,
Que quem se escandalizasse
por causa d’Ele se daria mal,
Que quem O não honrasse não
honraria o Pai,
Que quem ouvisse a Sua palavra
e cresse na vida eterna seria salvo,
Que as Escrituras davam testemunho
a Seu favor,
Que Ele era maior do que
Moisés,
Que Ele era senhor do sábado,
Que Ele viera aperfeiçoar
a lei,
Que Ele era a luz do mundo,
Que quem o ouvisse conheceria
a verdade e seria livre,
Que se alguém O amasse e
ao Pai, ambos viriam morar nessa pessoa,
Que um dia haveria um só
pastor e o pastor seria Ele,
Que Ele já existia muito
antes de Abraão,
Que todos deviam aprender
com Ele que era manso e humilde de coração,
Que Ele e o Pai eram uma
só pessoa,
Que Ele era maior do que
o Templo e mais importante do que Salomão,
Que Ele era maior do que
Jonas,
Que Ele era o caminho, a
verdade e a vida,
Que Ele vencera o mundo,
Que Ele viera ao mundo para
que todos tivessem vida em abundância,
Que o que fizéssemos a uma
pessoa carente o teríamos feito a Ele,
Que o Céu e a Terra passariam,
mas as Suas palavras não passariam,
Que Ele tinha poder de perdoar
os pecados,
Que quem comesse a Sua carne
e bebesse o Seu sangue viveria para sempre,
Que, sem Ele, os Seus amigos
nada poderiam fazer,
Que Ele aliviaria todos os
sofredores que a Ele recorressem,
Que Ele era a videira e nós
os seus ramos.
(Texto transcrito do livro:
O Incómodo e Magnífico Jesus de Nazaré – Pe. Zezinho, scj)
O AMOR CLARIVIDENTE LEVA
A DEUS
Sem simpatia não há compreensão,
Não há luz nos olhos
Nem transparência nas coisas.
Ver é ver
Amorosamente.
O ódio é cego,
Diz o povo.
E a indiferença?
Não vê nem deixa de ver:
Olha …
Lembra uma sala vazia
Com duas janelas abertas.
…….
O amor
É a impressão que nos causa
A presença de alguém surgindo,
em nós,
A íntima sensação dum nascimento.
Amar é dar à luz o amor,
Personagem transcendente.
…….
Mas o drama da vida,
Através da sua aparência
social,
É profundamente religioso.
O destino do homem
É ser consciência do Universo
Em ascenção perpétua para
Deus.
(O Grito Que Deus Ouve –
Teixeira de Pascoaes)
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UM DIA VOCÊ APRENDE
Depois de algum tempo você aprende a sutil diferença de dar
a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa
segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas
com a cabeça erguida e olhos diante com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas
as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o muro tem o costume de cair em meio
ao vão.
E aprende que não importa quanto seja boa uma pessoa, ela leva-se anos para construir
confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer em um instante dos quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que
importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que não nos permitiram escolher.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa são tomadas de você muito depressa, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos
responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não devemos nos comparar com os outros, mas com o melhor que podemos ser.
Aprende que nunca se deve dizer que sonhos são bobagens, poucas coisas são humilhantes
e seria uma tragédia se acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva, tem o direito de estar com raiva, mas isto não
te dá o direito de ser cruel
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles controlam você. Descobre que algumas
vezes a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas que o ajuda a se levantar.
Aprende que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que
você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que com a mesma severidade que você julga, você será em algum momento condenado.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode,
pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que não importa em quantas partes seu coração foi partido, o mundo não pára para
que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás, portanto plante seu próprio jardim
e decore sua lama ao invés de esperar que alguém lhe traga flores e aprende que realmente pode suportar... que realmente é
forte, e que pode ir muito mais, levante depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você
tem valor diante da vida.
William Shakespeare |
IMITAÇÃO DE CRISTO
(Thomas de Kempis)
Livro II – Instruções
Para Progredir na Vida Interior
Ponto 4 – Da pureza
de espírito e da rectidão de intenções.
1.O homem eleva-se acima
da terra com duas asas: a simplicidade e a pureza.
A simplicidade deve estar na intenção, e a pureza no afecto.
A simplicidade procura Deus, a pureza encontra-o e goza-o.
Nenhuma boa obra vos será difícil, se estiverdes livre em relação a todo o afecto desregrado.
Se apenas quiserdes o que Deus quer e que é útil ao próximo, gozareis de liberdade interior.
Se o vosso coração fosse justo, então toda a criatura seria para vós um espelho de vida e um livro
cheio de santas instruções.
Não existe criatura tão pequena e tão vil que não apresente qualquer reflexo da bondade de Deus.
2. Se tivésseis em vós bastante
inocência e pureza, tudo veríeis sem qualquer obstáculo. Um coração puro penetra no céu e no inferno.
Cada um julga as coisas externas segundo o que é, dentro de si mesmo.
Se existe alguma alegria no mundo, o coração puro possui-a.
E se há angústias e aflições, elas são, antes de mais, conhecidas de má consciência.
Assim como o ferro posto no fogo perde a ferrugem e fica brilhante, assim aquele que se dá
a Deus sem reserva despoja-se da sua indolência e transforma-se num novo homem.
3. Quando o homem começa
a cair na tibieza, então receia o mínimo esforço e recebe avidamente as consolações de fora.
Mas quando começa a vencer-se perfeitamente e a avançar com coragem no caminho de Deus, então
aquilo que lhe era mais penoso parece-lhe nada.
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NOVOS CONTOS DA MONTANHA
MIGUEL TORGA
NATAL
De sacola e bordão, o velho
Garrinchas fazia os possíveis por se aproximar da terra. A necessidade levara-o longe de mais. Pedir é um triste ofício, e
pedir em Lourosa, pior.
Ninguém dá nada. Tenha paciência, Deus o favoreça, hoje não pode ser – e beba um desgraçado água dos ribeiros e coma
pedras! Por isso, que remédio senão alargar horizontes, e estender a mão à caridade de gente desconhecida, que ao menos se
envergonhasse de negar uma côdea de pão a um homem a meio do padre-nosso. Sim, rezava quando batia a qualquer porta. Gostavam
… Lá se tinha fé na oração, isso era outra conversa. As boas acções é que nos salvam. Não se entra no céu com ladainhas,
tirassem daí o sentido. A coisa fia mais fino! Segue-se que só dando ao canelo por muito largo conseguia viver.
E ali vinha de mais uma dessas
romarias, bem escusadas se o mundo fosse doutra maneira. Muito embora trouxesse dez réis no bolso e o bornal cheio, o certo
é que já lhe custava arrastar as pernas. Derreadinho! Podia, realmente, ter ficado em Loivos. Dormia, e no dia seguinte, de
manhãzinha, punha-se a caminho. Mas quê! Nativa … E a verdade é que nem casa nem família o esperavam. Todo o calor possível
seria o da pobreza. Em todo o caso sempre era passar a noite santa debaixo de telhas conhecidas, na morradora dum borralho
de estevas e giestas familiares, a respirar o perfume a pão fresco da última cozedura … Essa regalia ao menos dava-a
Lourosa aos desamparados. Encher-lhes a barriga, não. Agora albergar o corpo e matar o sono naquele santuário colectivo da
fome, podiam. O problema estava em chegar lá. O raio da serra nunca mais acabava, e sentia-se cansado. Setenta e cinco anos,
parecendo que não, é um grande carrego. Ainda por cima atrasara-se na jornada em Feitais. Dera uma volta ao lugarejo, as bichas
pegaram, a coisa começou a render, e esqueceu-se das horas. Quando foi a dar conta, passava das quatro. E, como anoitecia
cedo, não havia outro remédio senão ir agora a mata-cavalos, a correr contra o tempo e contra a idade, com o coração a refilar.
Aflito, batia-lhe na taipa do peito, a pedir misericórdia. Tivesse paciência. O remédio era andar para diante. E o pior de
tudo é que começava a nevar! Pela amostra, parecia coisa ligeira. Mas vamos ao caso que pegasse a valer? Bem, um pobre já
está acostumado a quantas tropelias a sorte quer. Ele então, se fosse a queixar-se! Cada desconsideração do destino! Valia-lhe
o bom feitio. Viesse o que viesse, recebia tudo com a mesma cara. Aborrecer-se para quê?! Não lucrava nada! Chamavam-lhe filósofo
… Areias, queriam dizer. Importava-lhe lá.
E caía, o algodão em rama!
Caía, sim Senhor! Bonito Felizmente que a Senhora dos Prazeres ficava perto. Se a brincadeira continuasse, olha, dormia no
cabido! O que é, sendo assim, adeus noite de Natal em Lourosa …
Apressou mais o passo, fez
ouvidos e mercador à fadiga, e foi rompendo a chuva de pétalas. Rico panorama!
Com patorras de elefante
e branco como um moleiro, ao cabo de meia hora de caminho chegou ao adro da ermida. À volta não se enxergava um palmo sequer
de chão descoberto. Caiados, os penedos lembravam penitentes.
Não havia que ver: nem pensar
noutro pouso. E dar graças!
Entrou no alpendre, encostou
o pau à parede, arreou o forge, Sacudiu-se e só então reparou que a porta da capela estava apenas encostada. Ou fora esquecimento
ou alguma alma pecadora forçara a fechadura.
Vá lá! Do mal o menos. Em
caso de necessidade, podia entrar e abrigar-se dentro. Assunto a resolver na ocasião devida … Para já, a fogueira que
ia fazer tinha de ser cá fora. O diabo era arranjar lenha.
Saiu, apanhou um braçado
de urgueiras, voltou, e tentou acendê-las. Mas estavam verdes e húmidas, e o lume, depois dum clarão animador, apagou-se.
Recomeçou três vezes, e três vezes o mesmo insucesso. Mau! Gastar os fósforos todos, é que não.
Num começo de angústia, porque
o ar da montanha tolhia e começava a escurecer, lembrou-se de ir à sacristia ver se encontrava um bocado de papel. Descobriu,
realmente, um jornal a forrar um gavetão, e já mais sossegado, e também agradecido ao Céu por aquela ajuda, olhou o altar.
Quase invisível na penumbra,
com o divino filho ao colo, a Mãe de Deus parecia sorrir-lhe.
- Boas Festas! – Desejou-lhe
então, a sorrir também.
Contente daquela palavra
que lhe saíra da boca sem saber como, voltou-se e deu com o andor da procissão arrumado a um canto. E teve outra ideia. Era
um abuso, evidentemente, mas paciência. Lá morrer de frio, isso vírgula! Ia escavar o arcanho. Olarila! Na altura da romaria
que arranjassem um novo.
Daí a pouco, envolvido pela
negrura da noite, o coberto, não desfazendo, desafiava qualquer lareira afortunada. A madeira seca do palanquim ardia que
regalava; só de se cheirar o naco de presunto que recebera em Carvas crescia água na boca; que mais faltava?
Enxuto e quente, o Garrinchas
dispôs-se então a cear. Tirou a navalha do bolso, cortou um pedaço de broa e uma fatia de febra, e sentou-se. Mas antes da
primeira bocada a alma deu-lhe um rebate e, por descargo de consciência, ergueu-se e chegou à entrada da capela. O Clarão
do lume batia em cheio na talha dourada e enchia depois a casa toda.
- É servida?
A Santa pareceu sorrir-lhe
outra vez, e o menino também.
E o Garrinchas, diante daquele
acolhimento cada vez mais cordial, não esteve com meias medidas: entrou, dirigiu-se ao altar, pegou na imagem e trouxe-a para
junto da fogueira.
- Consoamos aqui os três
– disse, com a pureza e a ironia dum patriarca. – A Senhora faz de quem é; o pequeno a mesma coisa; e eu, embora
indigno, faço de S. José.
OS ANIMAIS NO EVANGELHO
(Edições Paulistas)
O BURRINHO
Encontramo-lo em todas as
estradas do campo e da montanha; caminha lentamente, é humilde, não traz guizos nem ricos arreios. É o animal de trabalho
silencioso e perseverante.
No oriente, especialmente
no tempo de Jesus, servia de montada e também o Divino Mestre quis usá-lo no dia da sua entrada triunfal em Jerusalém, pouco
antes de morrer.
Narra S. Lucas no seu Evangelho:
“Aproximando-se (Jesus) de Betfagé e de Betânia, no sopé do monte que se chama das Oliveiras, enviou dois discípulos,
dizendo: Ide à aldeia que está diante de vós. Ao entrar nela achareis um jumentinho preso, em que nunca montou pessoa alguma;
desprendendo-o, trazei-o. E se alguém vos perguntar: Porque o soltais? Dir-lhe-eis assim: Porque o Senhor tem necessidade
dele. Partindo, pois, os que tinham sido enviados, acharam como o Senhor lhes dissera. E, quando eles estavam desprendendo
o jumentinho, disseram-lhe os donos: Porque soltais o jumentinho? Eles disseram: Porque o Senhor tem necessidade dele. Trouxeram-no,
pois, a Jesus. E lançando sobre o jumentinho os seus mantos, fizeram Jesus montar em cima”.
Parece uma pequena fábula,
por as palavras serem tão transparentes e simples!
Não seria belo se oferecêssemos
a Jesus a nossa vida, para o fazermos sempre triunfar, sem a oferecermos a nenhum outro como o burrinho do Evangelho, sobre
o qual ninguém tinha montado, antes de Jesus?
SEXTILHAS A UM "MENINO JESUS" DE ÉVORA
"Num convento solitário De Évora, cidade clara, Claro celeiro de
pão, Existe uma imagem rara, Obra dum imaginário Dos tempos que já lá vão…
É um Menino Jesus, De
bochechinha brunida Cor de maçã camoesa, Mas no seu rosto transluz Uma expressão dolorida Que enche a gente
de tristeza…
De tantíssimas imagens, Nenhuma vi que mais prenda, Que maior ternura expanda, Com
suas calças de renda, Seu vestido de ramagens, - E coroa posta à banda…
Gordo, nédio, bem trajado, Deveria
ser feliz, Deveria estar sorrindo; Mas o seu olhar magoado, Tão magoado, tão lindo, Que não o é, bem no diz…
Se não fosse por ser Deus E o seu poder infinito Ter sempre que demonstrar Cá na terra e lá nos céus,
Estenderia o beicito - E desatava a chorar!…
Corre o tempo descuidado, Passa uma hora, outra hora,
Atrás desta outras se vão, E, quem o vê, encantado, Sem se poder ir embora Numa perpétua atracção…
Eu
entrei com o sol a pino. Pouco depois da chegada (Pouco a mim me pareceu) Deixei de ver o Menino… Não
era a vista cansada, - Foi a noite que desceu…
Mesmo assim lá ficaria, Absorto em muda prece De
quem mal sabe rezar, Se o sacristão não viesse, Com rodas de Senhoria, Dizer-me que ia fechar…
Pudesse
tê-lo trazido E não fosse eu rico, apenas, De fantasias, de esp'ranças, Punha-o num nicho florido Por sobre
as camas pequenas Dum hospital de crianças…
Dum hospital modelar Sustentado por meus bens, Entre
olaias e roseiras, Cheio de sol, cheio de ar, E em que as boas enfermeiras - Seriam as próprias mães…
A
mais ampla enfermaria Desse escolhido local De bondade e sofrimento - Era o fundo natural da funda melancolia
do Menino do convento…"
Augusto Gil
O ABRAÇO
O abraço é psicoterapia tão
vitalizante que os especialistas chegam a recomendar de quatro a sete abraços mínimos por dia.
Se você não tem o hábito
de abraçar, não precisa tirar o atraso abraçando toda a população de São Paulo numa única tarde.
O abraço é um contato muito
mais afetuoso e benéfico do que o aperto de mão. Ao cumprimentar, você transmite energia através da mão; ao abraçar, você
transmite
energia não só pelas mãos como também pelo corpo todo. É, com certeza, um dos gestos mais carinhosos.
Pessoas que se querem bem,
se abraçam efusivamente, porque sabem ou sentem que esse gesto produz prazer, libera hormônios benéficos, fortalece a saúde
e traz bem-estar.
Não negue seu abraço cordial
e afetuoso a amigos que vivem solitários; está propiciando a eles os estímulos, as energias e as sensações emotivas que mais
necessitam.
Quem sofre de depressão é
pessoa em conflito consigo mesma e com a humanidade. Vive num mundo frio e distante. Como necessita de abraço, aquele abraço
que a religa ao mundo do amor, da fraternidade, e gera novos estímulos para viver e ser feliz! Seu abraço é saúde para o deprimido,
porquanto faz o cérebro liberar endorfina, hormônio que alivia as dores, produz
bem-estar e fortalece o sistema imunológico.
Abraçar pessoas angustiadas,
tímidas, com baixa-estima, é o melhor presente que você pode oferecer.
Quanto mais estressado estiver
alguém, mais necessitado está de abraços.
O abraço nas pessoas de idade
é o elo que as prende à vida. O próprio idoso busca o contato afetivo do abraço, daí uma das razões porque se dá bem com as
crianças.
Quando o idoso se ressente
da falta de contato físico, de uma palmadinha no ombro, de um beijinho carinhoso ou de um abraço largo e feliz, provavelmente
se retira para a solidão de si mesmo.
Tanto os idosos quanto as
crianças que se vêem privados de afeto e da presença amiga, tornam-se muito vulneráveis às doenças.
Abraço significa amizade.
Abraço é expressivo ato de
comunicação. Você diz, mesmo sem falar: “Você é meu amigo. Estou aqui. Conte comigo. Irradio saúde e felicidade para
você”.
(LAURO TREVISAN, extrato do livro: Ame ou você morrerá no próximo domingo).
ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCODE ASSIS
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio,
que eu leve o amor, Onde houver ofensa , que eu leve o perdão, Onde houver discórdia, que eu leve a união, Onde
houver dúvida, que eu leve a fé, Onde houver erro, que eu leve a verdade, Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria, Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado; compreender
que ser compreendido, amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado e é morrendo
que se nasce para a vida eterna...

DECÁLOGO FRANCISCANO
São Francisco de Assis é
o Santo que soube genialmente retornar das criaturas, subindo para Deus:
I - Renunciou a todo o bem terrestre, celebrando núpcias místicas com Dona Pobreza;
II - Cantou as alegrias mais puras da terra, sublimando até a dor, o sacrifício, a morte;
III - Chorou sobre a crueldade e as injustiças dos homens, ensinando a todos de se amarem como irmãos;
IV - Pregou com ardor: a Cruz como estandarte, o Evangelho como código, a Caridade como irmã;
V - Converteu com seus exemplos os extraviados, arrebetando-os para a prática da Fé da Esperança
e da Caridade;
VI - Confortou pela bondade e doçura os humildes, os sofredores, os desesperados, ajudando-lhes a
confiar na Providência Divina;
VII - Atraiu a si uma falange inumerável de almas ardentes, fundando três Ordens religiosas para viver
nelas o Evangelho em expressão mais elevada;
VIII - Sentiu e mostrou na SSma. Eucaristia, Pão divino, o sacramento da perfeita comunhão com Jesus Cristo;
IX - Ficou sendo digno, pelo Senhor, de levar em seu corpo os sinais cruentos da Paixão,
os santos Estigmas;
X - Foi missionário, andando ele mesmo e enviando aos países infiéis os seus
filhos, para difundir a Mensagem da Salvação em nome da Santa Igreja e de acordo com as directivas do Romano Pontífice.
Este “Decálogo”
traça em síntese a santidade do Poverello de Assis e a sua ação apostólica; ele nos estimula para conformar a nossa vida aos
conselhos evangélicos e aos ensinamentos do Magistério da Igreja.
(Texto transcrito do Livro:
São Francisco de Assis. S. Mariae Angelorum in Portiuncula, 16 aprilis 1977).
O PRESÉPIO DE GRÉCIO
Aproximava-se o Natal de
1223 e os sanfoneiros já faziam ouvir as suas cantilenas pastorais.
Em Francisco, que amava Jesus
com ardente ternura, lampejou uma ideia maravilhosa. Fez chamar João Valita, pessoa bem situada e terceiro fiel, e lhe disse:
“Gostaria de reviver aquela noite celestial: Ver Jesus Menino com os meus olhos como nasceu em Belém, em um estábulo,
pobre e mísero, só por amor. Vai a Gécio, procura no mato entre as rochas uma gruta conveniente; leva para lá uma mangedoura
com palha, e um boi e um burro. Festejaremos com os frades e o povo a vinda do Filho de Deus sobre a Terra”.
Assim nasceu do coração de
Francisco, o enamorado de Cristo, aquele Presépio, que todos os anos nos comove, fazendo-nos reviver o mistério de amor, o
santo Natal.
Com grande entusiasmo tudo
foi preparado para a Noite Santa. Os frades, vindos das ermidas mesmo distantes, com velas acesas formaram uma coroa em torno
da gruta. A eles se uniram homens e mulheres das aldeias vizinhas.
À meia-noite teve início
a s.Missa, na qual Francisco fazia o diácono e cantou o Evangelho da natividade; depois com voz suave falou do grande mistério
do nascimento do Salvador.
Quando depôs o menino inanimado
na gruta, todos os presentes, extáticos, viram o Menino de madeira animar-se e mover-se como se fosse vivo. Com este milagre
Jesus quis recompensar o amor imenso de Francisco que, com a instituição do presépio, encantaria todos os anos milhões de
crianças e quebraria a indiferença de milhões de corações.
(São Francisco de Assis -Santuário
Porziuncola – Assisi )
LOUVORES AO DEUS ALTÍSSIMO
Tu és santo, Senhor Deus único que realizas maravilhas. Tu és forte. Tu és grande.
Tu és altíssimo. Tu és o Rei Omnipotente. Tu és o Pai santo, Soberano do Céu e da Terra. Tu és Uno e Trino, Senhor
Deus dos Deuses.
Tu és o Bem, todo o Bem, o Supremo Bem. Senhor Deus vivo e verdadeiro. Tu és o Amor, a Caridade.
Tu és a Suma Sabedoria. Tu és a Humildade. Tu és a Paciência. Tu és a Beleza. Tu és a Segurança. Tu és a Paz.
Tu és a Alegria. Tu és a nossa Esperança. Tu és a Justiça. Tu és a Temperança. Tu és toda a nossa riqueza. Tu
és a Beleza. Tu és a Mansidão. Tu és o Protector. Tu és o nosso Guarda e Defensor. Tu és a Fortaleza. Tu és o
Consolo. Tu és a nossa Esperança. Tu és a nossa Fé. Tu és a nossa Caridade. Tu és toda a nossa Doçura. Tu
és a nossa Vida eterna, grande e admirável Senhor. Deus omnipotente, misericordioso Salvador.
(S.Francisco de
Assis – escreveu com as mãos em chagas, alguns dias depois de receber os estigmas).
CÂNTICO DO IRMÃO SOL
Altíssimo, onipotente, bom Senhor, Teus são o louvor, a glória, a honra E toda a
benção. Só a ti, Altíssimo, são devidos; E homem algum é digno De te mencionar. Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas, Especialmente o Senhor Irmão Sol, Que clareia o dia E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante Com grande esplendor: De ti, Altíssimo é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas, Que no céu formaste claras E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento, Pelo ar, ou nublado Ou sereno, e todo o tempo Pela qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor, Pela irmã Água, Que é mui útil e humilde E preciosa e casta.
Louvado
sejas, meu Senhor, Pelo irmão Fogo Pelo qual iluminas a noite E ele é belo e jucundo E vigoroso e forte.
Louvado
sejas, meu Senhor, Por nossa irmã a mãe Terra Que nos sustenta e governa, E produz frutos diversos E coloridas
flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor, Pelos que perdoam por teu amor, E suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a paz, Que por ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal, Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal! Felizes
os que ela achar Conformes á tua santíssima vontade, Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor, E dai-lhe graças, E servi-o com grande humildade.
(São Francisco de Assis)
BALADA DA NEVE
Batem leve, levemente, como quem chama por mim. Será chuva? Será gente? Gente não
é, certamente e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania: mas há pouco, há poucochinho, nem uma
agulha bulia na quieta melancolia dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente, com tão
estranha leveza, que mal se ouve, mal se sente? Não é chuva, nem é gente, nem é vento com certeza.
Fui
ver. A neve caía do azul cinzento do céu, branca e leve, branca e fria... Há quanto tempo a não via! E que
saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça. Pôs tudo da cor do linho. Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais, os traços miniaturais duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los, primeiro, bem definidos, depois, em sulcos compridos, porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador sofra tormentos, enfim! Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza, uma funda turbação entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza e cai no meu coração.
(Augusto Gil)
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